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Por que o índice de fundos imobiliários (Ifix) não para de subir

Índice tem operado em patamar recorde e acumula ganho de 28% no ano; para 2020, tendência é de continuidade, porém por razões diferentes 0s investidores que buscam por uma rentabilidade acima da oferecida pela renda fixa tradicional e, ao mesmo tempo, têm aversão ao risco encontraram nos fundos de investimento imobiliários (FIIs) um porto seguro.

Ifix, índice da B3 que reúne essas carteiras, tem operado em patamar recorde. No último dia 18, fechou aos 3.012 pontos, um ganho de 28% no ano. E, para 2020, a tendência é de continuidade da valorização, embora por motivos diferentes do que os que marcaram o ano de 2019.

Um dos motivos para a apreciação dos fundos do Ifix reside na queda mais acentuada da taxa básica de juros. A Selic já caiu de 14,25% ao ano, em outubro de 2016, para os atuais 4,5%. No início de 2019, contudo, a expectativa era de que os juros, que estavam em 6,50% ao ano, subiriam para 7% em dezembro, segundo o relatório Focus do Banco Central.

Nesse cenário, os FIIs ficaram mais atrativos, uma vez que oferecem, em geral, um retorno acima da Selic e ainda contam com isenção de Imposto de Renda para as pessoas físicas.

Já os motivos que justificam a continuidade dessa valorização em 2020 são outros. O que deve impulsionar a categoria é o maior aquecimento da economia brasileira e, consequentemente, do mercado imobiliário.

“O crescimento mais forte da economia em 2020 vai contribuir para a alta dos aluguéis de shoppings. Além disso, esperamos uma retomada dos investimentos, que vai aumentar a demanda das empresas por lajes corporativas. O efeito disso é a alta do aluguel”, diz Bárbara Lombardi, gestora de fundos imobiliários da Rio Bravo Investimentos.

Em um fundo imobiliário, os investidores recebem dividendos das aplicações que fazem parte dessa carteira, ou seja, os aluguéis dos imóveis. São três os tipos de FIIs: os “fundos de tijolo”, que efetivamente investem em imóveis; os “fundos de papel”, que compram principalmente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs); e os fundos de fundos, que compram cotas de outros fundos. O investidor também ganha com a valorização dos imóveis, caso ela ocorra.

A gestora da Rio Bravo assinala que os contratos que estão sendo renovados atualmente já estão com valores superiores aos que se cobrava em 2016 e 2017, quando a fase mais aguda da crise econômica elevou a vacância de lajes corporativas (prédios comerciais) e shoppings.

Outro fator que deve contribuir para o segmento é o aumento do comércio eletrônico, que faz com que as empresas do setor tenham que operar em centros de distribuição próximos aos grandes polos de consumo. “Essa é uma geração de demanda cativa para os próximos anos”, explica a gestora.